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A Praia

«I try to be as progressive as I can possibly be, as long as I don't have to try too hard.» (Lou Reed)

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segunda-feira, agosto 23, 2004

Uma boa dosagem de lirismo


Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo
(além da sífilis, claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos, e sinceramente chora

(...) Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito,
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão do incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega a executa,
Pois que senão o coração perdoa.

[excerto de Fado Tropical, Chico Buarque e Ruy Guerra, 1972-73]
 
Uma satisfação
Depois de tanto tempo sem escrever, pareceu-me que devia uma satisfação: ei-la.
(Agora com licença: tenho o Nemo à espera.)
 
Viver
- Porra, cara: viver é bom pra chuchu. Não sei como há pessoas que não acham.
- Eles devem ter trabalhado o dia inteiro.

[Fábio Alher]
 
Merda
Viver no estrangeiro é bom, mas é uma merda. Aqui no Brasil é uma merda - mas é muito bom.

[Tom Jobim]

Inicialmente tinha atribuído a frase a Dorival Caymmi. Dava para imaginar que não podia ser. A Maura, que já viveu em Lisboa e hoje mora em Florianópolis, e o Fernando "who doesn't risk doesn't petisk", gaúcho a morar em Ann Arbor (Michigan), paraíso dos livros em segunda mão, corrigem-me. A Maura acrescenta que a frase foi dita pelo Jobim em 1979, numa entrevista com o Tarso de Castro para o programa Noventa Minutos, da TV Bandeirantes; "logo depois, ou pouco antes disso, não lembro mais, Jobim voltaria a viver no Brasil."
 

quinta-feira, agosto 05, 2004

Desculpa esfarrapada
A pretexto de que faz hoje anos que morreu
 
Leituras de direita
Graças ao Lomba, cheguei ao grupo brasileiro dos wunderblogs. Recomendo especialmente Alexandre Soares Silva, uma espécie de versão brasileira de Pedro Mexia, que já juntei à lista de links. Todos os bloggers do grupo são de direita, e talvez o mais reaccionário (mas reaccionário mesmo) seja Felipe Ortiz. O blog dele está meio parado, e pelo que li leva-se muito a sério, mas tem coisas francamente boas.
 
A aristocrata com erros ortográficos
Acompanho os debates entre o Francisco José Viegas e o Pedro Ornelas - dois dos blogs que acrescentei aos links - sobre ortografia. Entretanto, Maria Filomena Mónica escreve no Público mais um dos seus indigentes textos. E, como de costume, com erros ortográficos.

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