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A Praia

«I try to be as progressive as I can possibly be, as long as I don't have to try too hard.» (Lou Reed)

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segunda-feira, agosto 29, 2005

A incúria
Estive mais de 30 dias sem aceder à conta do hotmail. Em consequência, a conta desapareceu, com todas as mensagens que tinha cuidadosamente guardado durante anos. Tenho a certeza de que faço estas coisas de propósito: ciclicamente, perco tudo. De forma consciente não mandaria nada para o lixo, de modo que a incúria é a forma que me resta de seguir em frente.

(Ah, dou-me agora conta: o acesso ao msn e ao hi5 também devem ter desaparecido. Não vou morrer com as saudades.)
 

terça-feira, agosto 23, 2005

O misantropo
Nao é que gostasse de andar sozinho; evitava era andar acompanhado.
 
Aventuras na Rússia
Um russo chamado Joaquim faria em Portugal o maior sucesso.
 
Temos aqui um belo caldinho

Tallin é um parque temático. O centro histórico da cidade é medieval, cheio de construções dos séculos XIII e XIV. Mais do que as casas e as muralhas, o que se vê lá por agora são excursões de turistas de mais de meia-idade, italianos, espanhóis e até portugueses. Há muitas flores, vendidas profusamente 24 horas por dia (literalmente), que são uma especie de imagem de marca da cidade.

É preciso sair um bocadinho para fora deste circuito para ver a coisa que realmente tem um mínimo de interesse na região: a relação, tensa, entre os russos e os estónios. Os russos, claro está, da Estónia. Das primeiras vezes que falei com russos da Estónia não os percebi muito bem quando me disseram que eram russos e em seguida, à pergunta sobre de onde, me responderam que da Estónia. Eu imaginei que fossem Estónios. Regra geral, não são: embora componham cerca de metade da população de Tallin, e um terço da população do país, os russos da Estónia falam russo, raramente se casam com Estónios e, em grande número, não têm cidadania plena no país em que vivem. Aliás, não têm cidadania plena em país nenhum: têm um passaporte cinzento, de segunda categoria. Só obtiveram cidadania estónia depois de 1991 os cidadãos que faziam parte da Estónia até 1940 (ou os seus descendentes), excluindo assim as centenas de milhares de russos que o regime soviético incentivou a emigrar para a Estónia – dando-lhes em troca tratamento privilegiado nos empregos, no acesso a casas, etc. O ressentimento russo-estónio parece nao ter fim.

Tivemos a sorte de, num sábado, ir parar por acaso à catedral ortodoxa (russa) de Tallin, chamada Alexandre Nevski. Por coincidência, tínhamos acabado de sair do museu Estónio dedicado à ocupação russa (e, marginalmente, à ocupação nazi), que é, como se imagina, uma peça de propaganda nacionalista mas não desprovida de todo o interesse. (Os contactos com as memórias da URSS – sedes do KGB, fotografias, etc. – são sempre instrutivos: mandam arrepios pela espinha. Embora, por outro lado, ao fim de meia-hora lá dentro eu dê sempre por mim a fazer piadas sobre o assunto.)
Mas dizia: entrámos na catedral Alexandre Nevski, em Tallin, em hora de celebração, e a impressão que causou foi fortíssima. Os russos da Estónia são visivelmente mais pobres que os Estónios (exceptuando aqueles, presumivelmente mafiosos, que são muito mais ricos). Os homens tinham o aspecto deprimido dos pobres, as mulheres eram velhas, com lenços na cabeça, trazendo muitas vezes crianças pela mão (as raparigas também de lenço na cabeça). Havia uma espécie de reza contínua, uma ladaínha. O meu completo desconhecimento das regras daqueles rituais intensificava a estranheza. Padres de barbas compridas passeavam pelo espaço, espalhando incenso, e eu temia estar a obstruir-lhes o caminho. Em vários cantos as pessoas pareciam trocar segredos; falavam ao ouvido de um religioso mais velho, como se estivessem em confissão em espaço aberto. Naturalmente, só se falava russo. Na loja vendiam-se figuras religiosas e fotografias da família do czar Nicolau II, morta pelos bolcheviques.

A Estónia é internacionalmente vendida como um milagre económico, e talvez o seja. O milagre, contudo, não se estende igualmente a toda a população. Não houve uma única pessoa com quem eu falasse – russa ou estónia – que encarasse o problema nacional com indiferença. (Nem mesmo os russos com quem falei sobre o assunto em São Petersburgo.) Os estónios não parecem dispostos a expulsar a população russa, à boa maneira das deportações do sec.XX – nem têm, presumivelmente, força para isso. Mas sem dúvida que gostavam que os russos fossem embora. Os russos aceitam mal o fim da União Soviética, o facto de, de um dia para o outro, terem deixado de poder falar russo e terem passado a ser discretamente mal-tratados pelo Estado.

Num passeio num dos últimos dias em Tallin fui levado a ver um memorial aos soldados mortos na II Guerra Mundial. Em 1970, a URSS erigiu um horrendo memorial aos seus soldados, aparentemente sem prestar atenção ao facto de que por ali estavam enterrados soldados que tinham combatido pelo lado nazi. Em 1995, o governo da Estónia resolveu erigir um memorial, mesmo ao lado, aos soldados nazis mortos na II GM, e aos estónios que morreram combatendo ao lado deles. O memorial soviético está a cair aos pedaços, o nazi impecavelmente cuidado. A mensagem latente é que os estónios preferiam os nazis aos soviéticos, e de resto ninguém duvida da humilhação que um tal memorial representa para os russos, que fazem da vitória contra os nazis na II GM um pilar fundamental do seu orgulho patriótico. Durante a ocupação nazi, os judeus da Estónia foram dizimados quase de um dia para o outro, aparentemente com a colaboração genuína dos Estónios. Dizem-me que noutro lugar, fora da cidade, há um memorial a esses judeus mortos, mas eu não o vi, e de qualquer forma é evidente que não é esse pedaço da história que os estónios estão interessados em recordar.

Mas estão sem dúvida interessados em recordar a história. Lamentam que os russos não tenham feito nenhuma ruptura com o seu passado soviético, que não tenham pedido desculpa da mesma forma que os alemães o fizeram pelo seu passado nazi. Uma miúda queixa-se de que, num recente jogo de futebol Estónia-Rússia (para o nosso grupo de qualificação para o mundial), havia adeptos russos com as velhas camisas CCCP, num gesto de provocação evidente. De facto, para os russos a história da URSS e o seu passado como potência mundial parecem ocupar um espaço central no seu orgulho patriótico.

Os russos queixam-se de serem tratados como cidadãos de segunda, dos obstáculos que lhes levantam, da sua situação económica subprivilegiada. E assinalam que, nos tempos da URSS, a Estónia sempre viveu bem melhor que a maior parte do país.

Os russos da Estonia não querem aprender estónio. Os estónios – mesmo os que aprenderam russo na escola – frequentemente hoje não querem falar russo. As escolas, aliás (e isto é uma coisa que me impressiona), sempre foram e são até hoje separadas. Há russos e há estónios: sobre isso ninguém tem a menor dúvida.

Durante vários anos dei algumas aulas sobre nacionalismo. O programa era estruturado à volta de uma santíssima trindade – Gellner, Anthony D. Smith e Benedict Anderson – e eu procurava transmitir algum entusiasmo aos estudantes por via dos textos que eram realmente bons. (O materialismo do Gellner continua a ser um pilar na minha forma de perceber o mundo, e não apenas na questão do nacionalismo). No entanto, a matéria nunca me entusiasmou verdadeiramente. Duvido que alguma vez tenha sequer percebido cabalmente a questão que estávamos a tratar, embora eu conhecesse bem os temas e as principais polémicas nesta área de estudos. Para alguém com uma experiência portuguesa, pelo menos contemporânea, as questões do nacionalismo permanecem impenetravelmente abstractas. Faltava-lhes «flesh and blood», que na Estónia se encontram a cada passo. Na rua – nas ruas que não estão pejadas de turistas italianos, espanhóis, finlandeses – consigo reconhecer os russos praticamente um por um: pelas características faciais (os estónios são mais nórdicos, não são eslavos), pela condição económica, pela maneira de vestir – e, sim, também por uma espécie de amargura, de agressividade, que é uma imagem de marca dos russos aqui (e de que não vi nem traços em São Petersburgo).

A questão do nacionalismo é muito simples: uma resposta à pergunta «Quem manda?». Infelizmente para os marxistas, e para a esquerda em geral, a pertença linguística e cultural parece ser muito mais sólida do que a identidade de classe para organizar as pessoas de forma a dominar outras. A vontade de dominar, a ausência de reconhecimento da igualdade das pessoas, aqui sente-se à flor da pele.

Os estónios e os russos com quem falei deram-me os seus pontos de vista sobre a história, totalmente irreconciliáveis embora os factos fossem basicamente os mesmos. A versão que ouvi em cada momento sempre me pareceu tão sincera a ponto de ser quase irrefutável: o meu desejo foi concordar com os dois, coisa que muito raramente me acontece. No fim das contas acho que não consegui evitar uma certa inclinação pró-russa. Perguntei-me a mim mesmo por que seria isso, se seriam reminescências de uma certa identificação da esquerda com a URSS. Suponho que não. Enquanto a URSS existiu nunca lhe tive a menor simpatia (nem no futebol, por exemplo), e conscientemente não me parece que a esquerda tenha absolutamente nada de positivo a aprender da experiência soviética. (Sim: de um ponto de vista progressista, acho que foi tudo mau.) Mas a Rússia é grande demais, poderosa demais, consciente da sua importância histórica e da vitalidade da sua cultura, para que os russos possam ser por muito tempo tratados como cidadãos inferiores em relação aos outros, sejam os nativos estónios, os turistas alemães, ou seja quem for. Simplesmente não me parece sensato que a Estónia pretenda consolidar a sua independência nacional na base da hostilização dos russos. A prazo não me parece sequer sustentável.

Saí da Estónia no dia 20 de agosto, data da independência nacional Estónia (de 1991). Muitas, muitas casas tinham bandeiras estónias nos mastros - não bandeirinhas nas janelas, à portuguesa, mas em mastros propriamente ditos, que aparentemente todas as casas particulares têm. Claro, metade da população de Tallinn não participa na celebração. Esse género de imagem, assim como entrar na catedral ortodoxa em hora de celebração, a 60 metros do parlamento da Estónia, sentir a hostilidade e a diferença - esse género de coisas também manda arrepios pela espinha.

 
Saber que existe a hipótese de um tanso qualquer não sei onde [Riga] estar a reciclar as minhas fantasiosas relações materiais através de um imaginário necessariamente diferente dá-me, quanto mais não seja, a ilusão da possibilidade (sim, andei a ler uma crónica do Fernando Ilharco) de que este estado psicológico que sou eu em mim não tenha surgido do nada para coisa absolutamente nenhuma.

[camarada maradona, ligeiramente revisto por causa das gralhas]
 

segunda-feira, agosto 22, 2005

Férias
Chego a acreditar que um dos prazeres de viajar sozinho é ter oportunidade de ler o Economist de ponta a ponta. Este texto está até disponível para não-assinantes.
 

sexta-feira, agosto 19, 2005

The trouble with environmentalism
Sweden is a completely no-waist society.
 
Blame it on al-Qaeda
(...) An ITV News investigation claims that when Mr de Menezes, 27, was challenged by police on the Northern Line train at Stockwell he did not make any aggressive move. Police claims at the time that the electrician was “behaving erratically” are alleged to be false.
The blunders began as Mr de Menezes emerged from his flat in Tulse Hill in South London at 9.30am. The undercover officer who was meant to identify anyone leaving the flats admitted that he had left his post, so could not communicate observations or take video footage.
His advice was, “It would be worth someone else having a look”, to ensure that they had the right man. No other officer apparently took a picture of him, although Mr de Menezes had to take a bus to the station. Even so, Gold Command at Scotland Yard, which ran this operation, declared a “code red” and handed responsibility to CO19 — the firearms team.
This armed team had been given photographs of alleged bombers, yet no one realised that Mr de Menezes bore no resemblance to them. The report states that the firearms unit had been told that “unusual tactics” might be required and if they “were deployed to intercept a subject and there was an opportunity to challenge, but if the subject was non-compliant, a critical shot may be taken”.
CCTV footage shows that Mr de Menezes was wearing a thin denim jacket that could not conceal a bomb, and he was not carrying a bag. Far from running from police, he did not realise that anyone was following him and even picked up a free newspaper before using his season ticket to pass through the barrier. He began to run only when he saw his train pull into the station. At the time of the shooting, Scotland Yard said that Mr de Menezes’s “clothing and his behaviour at the station added to their suspicions”. It was only when Mr de Menezes boarded the train that a surveillance officer guided four armed police into the same carriage. (...)
CONTRADICTIONS
Police de Menezes wearing suspicious clothing
Evidence to inquiry Wearing only thin denim jacket
Police Acting suspiciously on way to Stockwell station
Evidence to inquiry Nothing odd in his behaviour
Police Challenged at station and refused to obey instructions
Evidence Challenged for first time while seated on train
Police de Menezes vaulted ticket barrier to escape
Evidence Did not vault. Ran only to catch train
Police Eight shots fired into him
Evidence Eleven shots fired, three missed
[do Times, de 17 de agosto]

[os terroristas da Al-Qaida] eles sim mataram o infeliz trabalhador brasileiro, eles sim lhe roubaram a “dignidade” e “respeito”, [e nao] a polícia londrina para quem todas as indignações se dirigem.
[do Abrupto]

Oiço dizer que há dias, no blog de José Manuel Fernandes, Vasco Pulido Valente «explicou» a imprescindibilidade das bombas atómicas de 1945 sobre Hiroxima e Nagasáqui. Às vezes quando se está no estrangeiro torna-se quase difícil de acreditar no nível de insanidade em que se processam os debates portugueses.
 
Stanley Hoffman's latest book takes the form of a dialogue with Frederic Bozo, a leading French academic. A grimly amusing feature of the work is the fact that while Hoffmann delivers a witheringly accurate critique of the hubris and folly of the Bush administration, Bozo offers an only slightly less scathing condemnation of French diplomacy -- also not without cause.
For while Hoffmann is generally dead on target in his condemnation of the Bush administration, the conceptual idiocy of the “war on terror,” and the wider chauvinism, ignorance, and Francophobia of the U.S. establishment and media, Bozo also makes some good points concerning French arrogance and self-delusion, unfortunately summed up in the figure of the new prime minister, Dominique de Villepin, whose obsession with Napoleon would be sinister if it weren’t silly.

[desta recensão de Anatol Lieven na American Prospect]
 

quinta-feira, agosto 18, 2005

Da série «Frases que impõem respeito»
Este blog acaba aqui.

(No panorama dos blogs colectivos, o Fora do Mundo era um caso realmente singular. Tento seguir tudo o que o Mexia escreve: adeus, e até já.
Com o fecho do Aviz fico triste, não apenas porque o Francisco José Viegas me tem tratado excessivamente bem, mas porque mesmo estando na Rússia eu corria ao blog à procura de notícias do Brasil. Temos, evidentemente, perspectivas políticas muito diferentes, e eu de forma alguma partilho a antipatia dele em relação à esquerda e ao PT, mas o aviz era provavelmente a fonte mais útil e mais interessante que tinha para seguir a politica brasileira. Obrigado - e conto que regresses.)
 

domingo, agosto 14, 2005

Museu do Vodka
Mais uns dias por aqui, e ao voltar a Lisboa o museu do vodka era eu.
 

quinta-feira, agosto 11, 2005

Esquerda
Quando nos acusarem de optimismo antropológico, temos sempre os bolcheviques todos com que nos defender.
 

quarta-feira, agosto 10, 2005

Superpotência
Com mulheres destas nao é difícil ser uma super-potência.
 
Make love not war
Se a Guerra Fria se tivesse decidido num concurso de misses, a URSS limpava isto com uma perna às costas. No Ocidente ocultaram-nos a verdade durante demasiado tempo.
 
Humor branco (russo)
No museu do chocolate em S. Petersburgo, todos os empregados são pretos.
 
Paradoxos de cultura russa
Um calor de ananazes no Palácio de Inverno.
 
O que fazer?
- Acho que foi aqui que o Lenine escreveu o Que fazer?.
- Não admira. É uma questão que se coloca muito quando se está na Finlândia.
 
Os Nunes
O post anterior é da maior utilidade pois permite-me, acho que pela primeira vez, publicar aqui o nome do meu pai. Com esta história de, não-portuguesmente, eu prescindir do nome de família, já praticamente todos os Nunes do país foram tomados por meus pais, de António Avelãs Nunes a Albano Nunes, passando pelo meu estimado ex-colega João Arriscado Nunes.
 
Cartas inéditas
Em breve o meu pai (João Arsénio Nunes) estará em condições de dar à estampa um pequeno opúsculo intitulado Cartas inéditas ao director do Público. Eis a mais recente, de 28 de Julho:

Exmo Sr. Director,

A peça de "investigação" que no domingo passado o Público dedicou à destruição de publicações de índole fascista, em 1975 ordenada pelo então Secretário de Estado da Orientação Pedagógica e conhecido democrata, Rui Grácio, é na realidade uma peça de demagogia barata e que supõe que os leitores sejam parvos. Pretende-se armar escândalo contra uma "violência do 25 de Abril" a que se chega a chamar de auto-de-fé (com a banalizada, mas abusiva, citação da frase de Heinrich Heine sobre a queima de livros e de homens), como se as publicações referidas fossem criações da cultura mundial que o "gonçalvismo", imitando os nazis, pretendia fazer desaparecer. Ora no caso nem sequer se tratava de uma acção de censura (aliás inteiramente defensável no nosso quadro constitucional, como no de outras Constituições nascidas da oposição ao fascismo), porque as publicações mencionadas puderam perfeitamente continuar a circular. Quem quer que frequente os alfarrabistas depara muitas vezes com as "Férias com Salazar" e outros escritos da distinta pensadora Christine Garnier, como dos outros distintos autores reaccionários citados. O objectivo do despacho de Rui Grácio, como é evidente, era singelamente o de fazer com que tais publicações (ou as frases propagandísticas de Salazar e dos próceres do salazarismo que adornavam tanto esses escritos como obras de escritores decentes) deixassem de integrar o âmbito, necessariamente restrito, dos livros das bibliotecas escolares. Quer dizer, os exemplares de tais publicações existentes nas bibliotecas escolares (e apenas esses) eram apropriadamente considerados como lixo e, como tal, destinados à incineração.
Ou considera-se normal em democracia, e um valor cultural a defender, que livros de propaganda salazarista, ou contendo em destaque frases de Salazar, fossem seleccionados para a formação da juventude escolar?

Com os melhores cumprimentos,
João Arsénio Nunes
 

quinta-feira, agosto 04, 2005

Verões com Mónica

Sommaren med Monika, de Ingmar Bergman, 1953

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